
Nos próximos meses veremos uma explosão de lançamentos de subnotebooks no mercado mundial, que nada mais são que computadores portáteis, geralmente pesando menos de 1 Kg, rodando as aplicações mais comuns dos micros de mesa e o melhor, custando menos de US$ 500 (o que quer dizer que qualquer um poderá trazer um do exterior ou comprar no free shop, sem pagar imposto de importação por estar aquém da barreira dos 500 dólares).
Para quem quiser dar uma olhadinha no mais vendido do momento, veja o EEE PC da Asus, empresa de Taiwan que conquistou o mundo como fabricante de placas de processamento (placas mãe). O modelo EEE 4G da Asus custa aproximadamente US$ 400, tem tela LCD de 7 polegadas, teclado, disco rígido (estado sólido) de 4 Gbytes, memória ram de 512 Mbytes, processador Intel Celeron de 900 MHz, vem com o sistema operacional Linux e vários aplicativos pré-instalados: Open Office (o clone livre do Office da Microsoft), browser, Skype, mensageiros (MSN, Google Talk, etc.), wifi, webcam embutida, etc. etc. O sistema operacional pode ser trocado para Windows XP. Custa US$ 399 na Amazon.
E a briga promete esquentar pois os computadores estão competindo cada vez mais com os celulares, e vice-versa, em termos de mobilidade, desempenho e preço. Com certeza a gente vai começar a ficar na dúvida sobre o que vai comprar no futuro próximo, se um micro portátil em que podemos falar (com Skype, por exemplo) ou um celular que seja capaz de realizar as tarefas mais utilizadas que um micro de mesa faz.
O Google, por exemplo, vem aí com o Google Phone que nada mais é do que uma plataforma chamada Android para desenvolvimento de celulares de arquitetura aberta. Isto é, um esquema (hardware e software) de montagem de celular que poderá ser utilizado por qualquer empresa para fabricar celulares do tipo Android. Algo semelhante ao que aconteceu e continua a acontecer com os clones de PC IBM atuais. Para montar um, basta comprar as peças numa loja de componentes eletrônicos e montar ou pagar uns 50 reais para tal.
O conceito que orienta toda essa movimentação é que, como todo mundo sabe, o que a gente precisa mesmo nessas maquinas é que elas nos permitam conversar (por texto, voz e imagem) e que sejam capazes de armazenar alguns dados, fazer alguns cálculos, onde quer que estejamos. E para isso a tecnologia que está sendo usada já é totalmente dominada e muito mais barata que o modelo Intel / Windows – o famoso Wintel – que nos governou nestes últimos vinte e poucos anos e ao que tudo indica está com seus dias contados.
Assim, no limiar de 2010, mais ou menos, não mais falaremos e computaremos usando esses aparelinhos que hoje usamos. Vem coisa sofisticada e barata por aí. Preparem-se.
Fonte: Agrosoft